Sobre a XIV Bienal do Livro
- Rio
Por Ana Paula Ferreira
A Bienal está modificada. Percorrendo seus pavilhões
no sábado, dia 12/09 pude perceber a mudança
conceitual, que trouxe um ar mais tropical ao evento.
Sim, a XIV Bienal do Livro está mais clara, perdeu
aquele ar soturno de suas duas últimas edições,
e o que lhe conferia um “peso” intelectual
desnecessário, já que a leitura é
um dever de todos e como tal tem que ser encarada como
exercício diário.
Com ruas mais claras e estandes mais bem planejados,
a grande feira de livros e idéias, por que não
dizer, está mais funcional e oferendo mais conforto
aos visitantes e pra quem nela trabalha. Mesmo com um
fluxo de visitação intenso, com picos
entre 16:30 às 19:30, não houve filas
e muito menos gente se trombando pelas ruas internas
dos pavilhões, já que estas alamedas estão
mais largas também.
Com uma programação bem diversificada
a Bienal certamente é um programa pra família
inteira. Mesmo assim vale ressaltar que a Floresta de
Livros é interessante, mas não tanto quanto
a da Feira Literária Internacional de Paraty
– FLIP, que mostra seus livros “pendurados”
nas árvores como frutos prontos para degustação.
As árvores falando todas ao mesmo tempo provocam
uma poluição sonora, não dando
oportunidade para a audição das estórias
individualmente. Como projeto para a próxima
Bienal vai a dica: a árvore funciona, mas poderia
ser mais interativa, menos estática, e mais lúdica
também.
O ponto alto está na programação
de palestras e leituras dramatizadas que estão
conquistando os visitantes. Como também já
os conquistou os espaços para as realizações
desses eventos. O Mulher e ponto é chique e funcional.
Os auditórios com acústica competente
e o Café Literário é aconchegante,
permitindo que o visitante se entregue às discussões
ali promovidas.
A XIV Bienal do Livro no Rio é uma oportunidade
ímpar para se deleitar no mundo das letras. Não
se pode deixar esta oportunidade escapar por entre as
páginas não folheadas. Mais uma vez, Viva
a Bienal!!
Fale
aqui sobre sua experiência na Bienal.
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