BIENAL DO LIVRO:
Um mundo a ser (re)descoberto
Por Ana Paula Ferreira
O Rio de Janeiro está em contagem regressiva
para a XIV Bienal do Livro, que mais uma vez acontecerá
no Riocentro. O evento, que será realizado entre
os dias 10 e 20 de setembro, este ano homenageará
os norte-americanos. O evento literário mais
importante do país parece que foi beber na fonte
inesgotável de criatividade da não menos
importante FLIP – Feira Literária Internacional
de Paraty, pois trará mais espaços lúdicos
para a interação da garotada. Aliás,
o público ao qual este texto se dedica, intermediado
pelo professor.
Mesmo sabendo das dificuldades para se conseguir transporte
gratuito para eventos extraclasse, os professores devem
fazer um esforço para levarem suas turmas a tão
importante e enriquecedor evento cultural. Sim, porque
a Bienal é literária, mas é, sobretudo,
cultural. Quem nunca redescobriu um livro esquecido
na estante depois de assistir uma palestra sobre ele.
A leitura, como o ser humano, é feita de fases.
Muitas vezes queremos antecipar uma fase e não
estamos preparados literariamente para isso, fazendo
com que a leitura seja chata e incompreendida. Existe
um amadurecimento literário que precisa ser respeitado
pelos “amantes” e pelos “aspirantes
a amantes” da leitura.
O profissional da educação tem, no espaço
da Bienal, a possibilidade de promover a descoberta,
ou mesmo, a redescoberta da leitura prazerosa, informativa,
lúdica de forma criativa e definitiva para seus
alunos. Quem não gostaria de se achar numa floresta
de livros, pois numa floresta de conhecimento ninguém
há de se perder não é mesmo?
Mais uma vez o Estado do Rio de Janeiro poderá
vivenciar a experiência única e maravilhosa
do contato direto e ininterrupto com a literatura. Não
estou falando dos estandes das livrarias, acrescente
a isso os saraus poéticos, as leituras dramatizadas,
as palestras, os lançamentos de títulos,
enfim, uma infinidade de atividades esperando para serem
saboreadas pelo leitor. Um deleite só. E uma
oportunidade de formarmos crianças com consciências
críticas, pacíficas, democráticas
e, sobretudo, cultas. Viva a Bienal!!!
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