LETRAS: Que profissão
é essa?
Parte 2
Por Rosane Tesch
Sempre que falamos com professores, em sua maioria,
ouvimos que quem está nesta profissão
está porque gosta, porque se realiza e
se reinventa de uma forma impossível de
descrever. Mas, como explicar que parte dos participantes
da enquete “Você fez Letras porque
gosta ou caiu de paraquedas? realizada na comunidade
Letras UERJ, do Orkut, objeto do primeiro artigo:
Letras: que profissão é essa? -
foi contatada para ratificar os comentários
deixados na pesquisa e todos se omitiram, que
grande parte dos docentes de todos os níveis
querem sair de sala de aula e ocupar outras funções
acadêmicas, administrativas etc, que nada
é feito, nem mesmo pelos próprios
professores, para preservar a imagem de uma classe
que deveria ser reconhecida por seu notório
saber, mas é tratada como se a escolha
pela área fosse falta de opção
ou de capacidade, que os alunos entram em sala
em qualquer momento, saem antes do término,
interrompem aqueles que realmente querem buscar
conhecimento e o professor assiste sem se manifestar,
pois, quase sempre, quando se manifesta vê-se
isolado e exposto à punição?
Como e a quem culpar? O Governo e seu descaso
com os investimentos em educação?
Os Professores, por não cobrarem seus reais
direitos profissionais? A própria sociedade
que desconhece o caminho para o desenvolvimento
real de uma sociedade crítica? Os pais,
ou a ausência deles, no processo de construção
de vida do filho- cidadão?
Qualquer das respostas não isenta quem
quer que seja da responsabilidade de fazer parte
da discussão, das tomadas de opinião
e das consequentes ações. Exceto
se o que se deseja é apenas reclamar ou
criticar, reação sem ação
que isenta o reclamante da apresentação
de soluções, mesmo que fragmentadas,
e que de nada servem além de paralisar
o que nem começou.
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