DESENVOLVENDO POTENCIALIDADES NA JUVENTUDE
Por Ana Paula Ferreira
O Educador precisa sempre se colocar na posição
do aluno. Este é o método mais efetivo
de avaliação de competências. Quando
nos reposicionamos nos damos a oportunidade de rever
nossos conceitos. Temos, por necessidade de sobrevivência
na prática de nossas habilidades/competências,
sempre que possível, que se colocar na posição
do aluno para avaliar a sua capacidade de depreender
o conhecimento. É muito importante reconhecer
e reposicionar distintas culturas para que o acesso
à elas aconteça de forma ampliada e que
contemple a riqueza cultural produzida pelas juventudes
que habitam as comunidades carentes brasileiras.
A idéia é estimular o conhecimento, ou
melhor, a cultura que repousa no imaginário do
jovem. A partir desse estímulo o jovem se (re)descobrirá
parte integrante dessa sociedade, atuando, desenvolvendo
suas potencialidades. O grande diferencial de se trabalhar
com Programas Governamentais para as Juventudes de Comunidades
Carentes é que esses estimulam a formação
de competências/habilidades que complementam a
organização curricular. E, fundamentalmente,
intensificam a aquisição de conhecimento
por meio da aproximação da metodologia
de trabalho com o meio cultural da juventude. O mais
importante é fazer essa juventude se reconhecer
parte da sociedade.
A sociedade não comporta e nem aceita mais a
metodologia vigente nas Escolas Regulares que praticam
o regime conteudísta de ensino. Pois esse sufoca
e acelera o processo de evasão dos alunos. O
Profissional de Educação que não
está atualizado e que não exerce, na sua
prática pedagógica, os conceitos estabelecidos
pela Interdisciplinaridade e pela Transversalidade não
conseguirá lançar mão de suas competências/habilidades.
Em muitas Escolas já existe a integração
do Assistente Social na elaboração do
projeto pedagógico, onde os jovens desenvolvem
cada vez mais o voluntariado. A Participação
Cidadã em projetos que visem reforçar
a consciência social dessa juventude é
o segredo para se alcançar sucesso em sua formação
básica. Assim a construção de conceitos
se dá de forma íntegra, discutindo abordagens
e práticas dentro de suas comunidades. Com isso
a juventude se qualifica para as discussões em
uma sociedade mais transversal e com uma prática
pedagógica coerente com suas necessidades.
Desenvolver competências educacionais nas juventudes
é, portanto, contribuir de modo efetivo para
a formação de jovens capazes de realizar
escolhas conscientes.
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